A falta de energia elétrica tem causado impactos severos na agricultura familiar do Paraná, especialmente nas regiões Sudoeste e Oeste do estado. Para cobrar providências, a deputada Luciana Rafagnin (PT), líder da bancada PT-PDT na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), esteve na sede da Copel e entregou um relatório detalhado com as reclamações do setor.
A parlamentar foi recebida pela diretora de Operação e Manutenção da companhia, Karine Torres, e destacou a urgência de soluções concretas para o problema. Segundo Luciana, os apagões frequentes têm gerado prejuízos incalculáveis para produtores rurais, que sofrem com perdas de leite, peixe e até a morte de aves em granjas devido à interrupção no fornecimento de energia.
“O produtor paga a conta em dia e não recebe uma resposta rápida quando ocorre um apagão. Precisamos de uma solução definitiva. Os prejuízos são enormes e não podem continuar sendo ignorados”, cobrou a deputada.
Promessas da Copel e cobrança por soluções
A diretora da Copel admitiu que a empresa já tinha conhecimento das falhas no fornecimento e garantiu que, até o final de março, serão realizadas manutenções em 150 quilômetros de rede elétrica no Sudoeste do Paraná. No entanto, Luciana reforçou a necessidade de medidas emergenciais e indenizações rápidas para os agricultores afetados.
O problema, segundo as entidades do setor, não é novo e se intensificou nos últimos meses. Além das perdas na produção, a instabilidade no fornecimento impacta pequenos comércios e indústrias locais, criando um efeito cascata que prejudica a economia regional.
Reunião com agricultores e entidades
As cobranças da deputada foram embasadas por um encontro do Bloco da Agricultura Familiar, realizado no dia anterior, com participação de diversas entidades e lideranças. Estiveram presentes representantes da FAEP (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), FETAEP (Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná), FETRAF (Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de vereadores de municípios afetados e membros da Defensoria Pública do Estado.
Entre as demandas apresentadas à Copel, destacam-se:
- Reparos emergenciais na rede elétrica para evitar novos apagões.
- Indenizações rápidas para agricultores prejudicados.
- Criação de um plano emergencial para restabelecimento de energia.
- Maior transparência sobre a falta de materiais e infraestrutura.
“A agricultura familiar não recebe desconto na fatura, continua pagando taxas altíssimas, mas acumula prejuízos com a falta de energia. O problema afeta não só o campo, mas também a cidade”, alertou Luciana Rafagnin.
Impacto além da zona rural
A crise no fornecimento de energia vai além do campo. Pequenos empresários e comerciantes também relatam dificuldades para manter suas atividades devido às quedas constantes, o que afeta diretamente a economia local. Em Francisco Beltrão, um dos municípios mais prejudicados, os relatos de prejuízos já mobilizam lideranças municipais e estaduais em busca de soluções.
A expectativa agora é que a Copel apresente medidas concretas para minimizar os danos e evitar que o problema se agrave nos próximos meses. O setor agrícola e a sociedade civil seguem atentos às respostas da companhia e do governo estadual.


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